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Give me a lever long enough and – single handed – I can move the world.”

Peter Senge in “The 5th Discipline

O desafio em si…
Dando uma espiada no dicionário encontrei a expressão que me faltava há algum tempo e em “tom de desafio” criei coragem para iniciar um blog com ousadia e audácia para desacatar, contestar e provocar ideias, boa ou más, felizes ou não. Se a única certeza da vida é a mudança, percebo que só existe mudança porque alguém, em algum momento, consegue ver sentido em desacatar o senso comum já que todos somos um pouco domesticados, por assim dizer.

Desafio brasileiro é ter esperança como talento…

Mas, não se engane. O “Tom” aqui não é sobre pessimismo ou conformidade, mas de criar perspectiva sobre o que seria óbvio em assuntos ligados ao desafio de um homem, ainda jovem profissional e que aprende, dia após dia, que tudo é só começo, mesmo que sempre o fim esteja presente.

By the Way…

As palavras destacadas no post traduzem o que deve ser “tom de desafio”. Segundo o Babylon/Aurélio, os significados de desafio e desafiar são:

Desafio:

Desafiar:

  • convidar; desafiar, provocar; contestar {challenge}
  • ousar; desafiar, enfrentar uma situação… {dare}
  • desafiar, desprezar, desacatar,… {defy}

Challenging Tone: Just challenge yourself!

Falando do desafio de se inovar, de forma relevante e com resultados inquestionáveis, não é possível ignorar o trabalho da Natura que posicionou em 2011 sua marca como sustentavelmente inovadora em nível mundial.

Embora em 2012 não tenha conseguido repetir o feito, ter conquistado grande destaque com um posicionamento consistente, ter sido considerada a 8ª marca mais inovadora segundo a Forbes, ao investir até 4% de seu faturamento anual em inovação, e colher anualmente 60% dos resultados advindos deste direcionamento estratégico (com mais 168 novos produtos em 2010) é tudo, menos natural, no ambiente empresarial brasileiro, infelizmente. Mas, é muito bom ter exceções desafiando o status quo.

Obviamente, este é justamente um diferencial competitivo por ainda ser exceção, mas como tendência que desafiem a relação de produção e sustentabilidade para as marcas brasileiras que podem se apropriar deste espaço na preferência do novo consumidor, merece destaque aqui em tom de desafio.

Check it out…

http://www.forbes.com/companies/natura-cosmeticos/
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/natura-e-a-oitava-mais-inovadora-do-mundo-segundo-a-forbes/

Aqui segue um grande exemplo de projeto inovador chamado ImageMágica que acompanho há mais de 10 anos, idealizado pelo meu amigo André François e dirigido pela insuperável Paula Blandy, que não somente se renova a cada ação socialmente relevante, como dá suporte a grandes marcas para que desenvolvam seus projetos sustentáveis de social marketing.

Com validação pela ONU, empresas como Itaú, Banco do Brasil, AMD, AES, Fnac e Camargo Corrêa – por exemplo – decidiram associar suas marcas com projetos que tocam problemas sociais mais profundos e que ajudam a propor soluções ligadas ao aumento do social awareness para que as comunidades envolvidas sejam beneficiadas.

De acordo com as estratégias individuais das marcas que buscam um posicionamento socialmente relevante nos médio e longo prazos, uma vez que a tendência clara de aumento de sensibilidade para o protagonismo social está muito claro e em aceleração com a chegada das Gerações Y e Z, ela podem optar por projetos em forma de documentário, de ações ligadas à educação com o uso da imagem digital como instrumento principal de conscientização ou com desenvolvimento específico de projetos de marketing social.

Abaixo segue um exemplo de um documentário que mostra como é possível encarar o desafio da saúde no Brasil ao se desenvolver um olhar diferente para a questão.

Imagem Divulgação – Documentário De Volta Pra Casa

De volta para casa – Um documentário sobre o tratamento domiciliar no Brasil

O tratamento domiciliar ainda é pouco conhecido e divulgado no Brasil, no entanto, uma demanda cada vez maior de pessoas precisa de suporte médico em suas casas ao invés de ficarem internadas em leitos hospitalares. Essa dinâmica é mais barata para o governo e traz mais qualidade de vida para os pacientes, que podem desfrutar do aconchego da família. Foram histórias desse universo que levaram o fotógrafo André François às cinco regiões do Brasil em busca de famílias que recebiam esse tipo de tratamento médico e de profissionais da saúde que se dedicam diariamente a atender e cuidar desses pacientes.
www.imagemagica.org/casa

Check it out…

http://www.youtube.com/watch?v=47vjGNuj3Uk

http://imagemagica.org.br/servicos.asp

Por pelo menos 10 anos venho trabalhando para buscar resolver a equação entre marketing e o social. As marcas que buscam associação positiva com temas relevantes e convenientes para a comunidade em que estão atuando podem (e devem) inovar criando formas de promoção socialmente positivas.
Alguns exemplos são melhores que outros na medida em que buscam maior relevância do que aparência, mas toda iniciativa neste sentido tem significativo valor por si só. Alavancar visibilidade com o Phelps foi uma jogada interessante dada pela VISA ontem e merece ter destaque e, principalmente, continuidade. Transferir know-how com workshops interessantes para a comunidade e, em especial, para jovens em formação é uma das táticas mais efetivas. Embora sejam de alcance limitado, se houver uma sequência, pode se tornar um programa efetivamente sustentável como ação de marketing socialmente responsável e com resultados.
Outra iniciativa brilhante que tenho acompanhado nos últimos 2 anos é o projeto do Instituto Bola Pra Frente, tocado brilhantemente pela minha amiga Susana, idealizado pelo Jorginho, e que agrega uma valor inestimável não somente para as comunidades atendidas no Rio de Janeiro (e agora expandida para outras ONGs ligadas ao futebol com apoio da Street Football), mas também para as marcas que apoiam o projeto.
Nestlé, Nextel, TOTVS, Nike, WiseUp, Chevron e HSBC – por exemplo – são marcas que se tornaram parceiras de longo prazo e estão colhendo os frutos de um “Placar Social” muito positivo em época de Copa do Mundo. Em tom de desafio, o Bola Pra Frente é um grande exemplo de como um trabalho social relevante para uma comunidade, pode também ser essencial para “compartilhar alma” para o trabalho muitas vezes frio realizado pelas marcas que buscam competitividade por natureza.
Logo mais, trarei outros exemplos que ousam encarar e reverter, a favor da comunidade, ações de marketing que funcionam e contribuem para ciclos sustentáveis de desenvolvimento de marcas no Brasil.

Check it out…

Não sai da minha cabeça a “relatividade do desafio” já que acredito que somos nós que damos o tom para tudo que vem ao nosso encontro.

Ponto de vista faz parte da essência do que é desafio. Sem ponto de vista não há desasfio, tampouco solução, certo? Então, como mudar um problema depende da percepção que formamos de cada situação… como se fosse fácil assim.

Outra frase importante que ouvi recentemente foi “… se você acha que sua vida está ruim, então olhe para o lado!” Se tudo fosse somente percepção, nada haveria na real. O jeito é não criar problema além dos desafios e é aí que entra o foco que todo mundo recomenda ter. Se a gente viesse com um modo “auto focus” como nas câmeras mais modernas seria mais fácil.

Então vou lançar mão de mais uma frase de efeito, mas que tem feito todo o sentido ultimamente, atribuída ao Einstein:

“Definição de insanidade é cometer o mesmo ato por diversas vezes, mas, esperando por resultados diferentes.”

Check it out…

“The definition of insanity is doing the same thing over and over and expecting different results.”

 

Uma das lições que aprendi recentemente foi quando ouvi que “viver é se ocupar para não se pensar no fim”. Mas, em tom de desafio, Gabriel Muniz ensina e me faz repensar o que nos falta. Ter a ousadia de sonhar e desacatar o senso comum do que é “possibilidade” é o principal componente do que significa inovar para mim.
Improvável torna-se uma questão de escolha. A diferença é o que traz o elo de igualdade entre nós. O único problema é que a consciência demanda muita energia e é mais fácil se alienar. E achar que alienação é parte do DNA humano é o que me tira o sono desde muito jovem… mas, isso é outra coisa.

Desafio não é escolha, nem é a superação. Limite é algo sem sentido e que faz parte do que aprendemos na base. Agora consigo ver que o “normal” é estéril e a “ignorância” pode ser revolucionária. Sabe aquele dito do “não sabia que era impossível e, assim, foi lá e fez”? Faz todo o sentido agora.

Check it out…
http://globotv.globo.com/rede-globo/esporte-espetacular/v/gabriel-menino-que-nasceu-sem-os-pes-realiza-o-sonho-de-conhecer-o-barcelona-e-messi/2212899/

Canção DESAFIO by Tom Zé (clique aqui e ouça agora)

Álbum: Jogos de Armar

Doutor: Meus senhores, vou lhes apresentar
A figura do homem popular,
Esse tipo idiota e muquirana
É um bicho que imita a raça humana.
O homem: O doutor exagera e desatina
Pois quando o pobre tem no seu repasto
O direito a escola e proteína
O seu cérebro cresce qual um astro
E começa a nascer pra todo lado
Jesus Cristo e muito Fidel Castro

Refrão:
Africará mingüê e favelará
mérica de verme que deusará
Iocuné Tatuapé Irará
Doutor: Veja o pobre de hoje: quer tratar
Do direito, da lei, ecologia.
É na merda que eles vão parar
Ou na peste, maleita, hidropisia.
O homem: Mas o Direito, na sua amplitude
Serve o grande e o pequeno também.
Além disso quem chega-se à virtude
E da lei se aproxima e se convém
Tá mostrando ao doutor solicitude
Por querer o que dele advém.