Arquivo da categoria ‘Oportunidade de Negócio’

Usualmente, quando falamos de branding ou estratégias de marcas, lembramos de produtos, serviços e empresas que competem por nossa atenção e preferência no consumo. Mas, neste contexto de um mundo sem fronteiras, em que o capital é relativamente livre para circular podendo inclusive levantar ou derrubar economias inteiras da noite para o dia, as nações também estão buscando desenvolver suas reputações e – por assim dizer – (re)criando suas próprias marcas visando influenciar a percepção de outros países para alavancar suas economias, principalmente. Ao saber se posicionar, as nações são capazes de aumentar o interesse gerando associações positivas ao criar ou enfatizar atributos nas mentes das pessoas que – em essência – são as responsáveis pelas decisões de preferência de consumo, seja em suas próprias casas, como gestores de empresas ou governando países. Assim, se a percepção é positiva, o posicionamento das marcas das nações pode se traduzir em mais investimentos e desenvolvimentos comercial e econômico.

Alguns exemplos mais antigos estão ligados aos acontecimentos da história contemporânea e ao posicionamento que seus governantes deram para suas economias, mesmo antes de existir o conceito de “Nation Branding” (atribuído a Simon Anholt, 1996). Teoricamente, quando compararmos produtos ou países, não fazemos distinção ao recordarmos uma experiência de marca que é capaz de despertar desejo e preferência de consumo. Como exemplos estabelecidos no século passado, temos a Alemanha reconhecida por sua indústria automobilística e engenharia e a Itália pelo design magnífico e influência no mundo fashion, ambos com posicionamentos sustentados pelo foco explorado em suas economias, mas não necessariamente por um cuidadoso planejamento estratégico de suas marcas como nações.  Por outro lado, países como Polônia, Croácia, África do Sul, Austrália e Índia têm conscientemente planejado e desenvolvido grandes campanhas de branding para suas nações utilizando as mídias tradicionais e também a web. Outros países que estão olhando para o futuro também têm planos consistentes para expandirem suas marcas e, portanto, suas economias. É o caso da Nova Zelândia, por exemplo, que avança em seu planejamento para desenvolver sua marca e economia, com parcerias com outras nações desenvolvidas nas últimas 2 décadas e reestruturando as suas bases, com uma economia mais aberta (reduzindo drasticamente as barreiras comerciais), desenvolvendo um trabalho de abertura de novos mercados (notadamente a América Latina) e investindo em sua marca como nação.

Nos últimos 8 anos, a consultoria internacional FutureBrand vem divulgando o Country Brand Index -CBI- (algo como Índice de Marca de um País), analisando as marcas e percepções sobre os países, ao pesquisar mais de 3,6 mil negócios numa amostra colhida em 18 países. Segundo o relatório, são as associações de marca e seus atributos (por exemplo, o que as pessoas pensam quando ouvem o nome de um lugar, ou quando olha uma fotografia ou planejam uma viagem) de um país é o que o diferencia. Portanto, seria preciso criar não somente apelos lógicos baseados em estatísticas, mas uma conexão emocional forte também é necessária para que as pessoas desejem visitar, fazer negócios, aprender e optar por viver nestes lugares. E para avaliar a performance das nações, a FutureBrand considera algumas dimensões específicas de marca, como:

  • Awareness (nível de conhecimento geral das pessoas sobre um assunto, produto ou lugar)
  • Familiaridade
  • Associações (turismo, herança cultural, bom lugar para se fazer negócios, qualidade de vida e sistema de valor)
  • Preferência
  • Consideração
  • Decisão de Visitação
  • Criação de “defensores ou amantes” da marca (advocacy)

Além destes, outros aspectos também são considerados para se chegar ao ranking como, por exemplo, percepções sobre liberdade política, cuidado com o meio ambiente, alimentação, o clima propício a investimentos e segurança. Confira abaixo o último ranking das Top 25 Country Brands FutureBrand 2012-13 liderado por Suiça, Canadá, Japão, Suécia e Nova Zelândia.

Ranking Top 25 Marcas das Nações – FutureBrand 2012-13

Future 15 Brands Ranking

Porém, a novidade desta edição foi quando pesquisaram sobre quais países que potencialmente vão liderar este ranking e o resultado projetou um cenário bem diferente. As lista das Future 15 (como foi chamada a pesquisa) trouxe um panorama que somente os mais antenados no desenrolar do cenário internacional poderiam supor. Segundo a pesquisa, as Top 15 Marcas de Países do Futuro pertencem àqueles que estariam fazendo um trabalho diferenciado em termos de: governança (habilidade do governo protecer as pessoas com modelo legal sólido), nível de investimento, capital humano (força, produtividade, saúde e felicidade dos seus cidadãos), crescimento, sustentabilidade (gestão financeira, dependência de recursos e atendimento às normas internacionais) e também o poder de influência da nação (econômica, política e cultural).

O cenário mudaria completamente. A principal marca de país do futuro trazida na lista (dos Emirados Árabes Unidos) é beneficiada pelas crescentes percepções positivas sobre sua estabilidade financeira, sistema educacional, felicidade geral dos cidadãos e comprometimento com o crescimento via investimentos em infraestrutura e pesquisa e desenvolvimento. A “Marca Brasil” saltaria para a 9ª posição, mas ainda ficando atrás de nações como Chile, Malásia, Qatar, Estônia, China, Islândia e México. Curioso é que o motivo para o Cazaquistão figurar em 14º na lista, apontado pela pesquisa, teria sido o filme “Borat Visita o Cazaquistão” produzido pelo ator Sacha Baron Cohen em que interpreta um jornalista cazaquistanês “sem noção” que, além de impulsionar o turismo, acabou despertando o país para a importância de cuidar de sua imagem e tomar o controle sobre seu posicionamento para beneficiar sua economia. Já os países africanos teriam ficado de fora, muito embora tenham potencial de grande crescimento, devido a uma percepção generalizada de problemas ligados a corrupção, doenças e guerras.

Fazendo uma análise das campanhas realizadas focando em Nation Branding, o futuro das marcas das nações depende da aprendizagem institucional/organizacional caindo na mesma lição que muitas corporações estão reaprendendo e que torna-se crucial para potencializar os resultados e consolidação das imagens: adotar um mesmo “guarda-chuva conceitual” e desenvolver todos os esforços, nas mais diversas áreas da economia e de produtos de um país, sob uma mesma identidade e agregando valor ao invés de dispersar esforços (e recursos). Porém, assim como acontece com as grandes marcas, saber identificar, analisar e explorar todos os pontos fortes de um país é importante, mas fundamental é traçar e cumprir planos de ação para sanar os pontos fracos que comprometem o seu futuro desenvolvimento. É básico, mas é essencial.

Check it out…

http://publicandculturaldiplomacy1.wordpress.com/2012/03/28/the-limitations-of-nation-branding/

http://www.brandchannel.com/features_effect.asp?pf_id=377

http://morethanbranding.com/2010/11/20/2010-country-brand-index-by-futurebrand/

http://www.bcbusinessonline.ca/bcb/bc-blogs/onebrand/2009/08/24/branding-aboriginal-communities

http://www.fastcoexist.com/1680768/the-15-leading-country-brands-of-the-future

Desde os anos 1950, Philip Kotler organizou a ciência da mercadologia em princípios básicos e replicáveis, os 4 princípios de marketing (conhecidos como 4Ps: Produto, Preço, Praça e Promoção) que – com o passar do tempo – foram sendo multiplicados por outros autores baseados na evolução da economia. Porém, Kotler nos relembra constantemente a necessidade de se cumprir o básico para se ter sucesso em marketing como estratégia de perpetuação de negócios. E o básico, é o que todos os estudiosos de marketing, incluindo a American Marketing Association (AMA), vêm tentando remontar ao reconfirmarem que o modelo voltado ao produto (ao invés do consumidor) está praticamente esgotado.

Assim, as marcas devem basear suas inovações no que o consumidor precisa. E nada melhor do que, utilizando os acessos que as novas tecnologias proporcionam para não somente ouvir aos consumidores, trazê-los para ajudar na definição estratégica das melhores marcas. PRESUMERS (ou Prosumidores) é um novo termo cunhado sobre o termo CONSUMERS (consumidores) e denomina os consumidores engajados que têm participado do ato de produzir o que consomem ou de testes pré-lançamento de produtos e serviços realizados por empresas mais antenadas no que está se desenhando no médio prazo.

Como fenômeno social, as pessoas estão desenvolvendo cada vez mais seus talentos para empreender e se engajam quando têm espaço para se expressar e serem ouvidas, especialmente as gerações Y e Z que já nasceram utilizando as tecnologias conectadas em rede. A grande evolução das redes sociais e das tecnologias que mantêm as pessoas conectadas dioturnamente estabeleceram formas intuitivas de interação entre as pessoas e destas com as instituições e marcas. Com o desenvolvimento das tecnologias para lidar com as monstruosas quantidades de informação (Big Data), as tendências viraram realidade.

Chegando devagar e crescendo consistentemente, o chamado CROWDSOURCING (quando um grupo de colaboradores virtual e voluntariamente contribuem para a resolução de um problema ou atingir um objetivo em comum, formando um tipo de conhecimento coletivo, como fonte de novas possibilidades de solução) é mais que uma realidade viável como fonte para o desenvolvimento de produtos e também para as campanhas de marketing, por exemplo. Mas, isso é só o começo :)

Estamos num momento de transição que não é fácil detectar, pois corremos como loucos para posicionar as marcas, ouvir o consumidor, monitorar concorrentes, lidar com os problemas de logística, negociar com o varejo, puxar os fornecedores para nosso lado… ufa! Enquanto o “consumidor tradicional” já passou a ser um “CONSUMIDOR 2.0” na geração X, as novas gerações já trouxeram algo bem maior. Mas antes, confira um vídeo superlegal sobre este consumidor que evolui rapidamente.

A tendência iniciada há quase uma década (e que ainda está em curso) conhecida como CO-CRIAÇÃO em que soluções, produtos e serviços são criados ou aprimorados num consórcio de criadores e investidores, se diferencia e precede a forma como a participação dos PROSUMIDORES tem acontecido recentemente. Historicamente, consumidores eram chamados para alguns testes preliminares de soluções já totalmente desenvolvidas nas empresas e com os Prosumidores, a participação acontece muito antes, ao contribuirem para a criação e desenvolvimento de soluções com opiniões ou insights. Não estou falando de CUSTOMIZAÇÃO, mas de um novo jeito de se criar coisas, um novo paradigma ou modelo para se definir tendências e criar produtos ou serviços. O Linux é emblemático para entendermos o que se diz como tendência, pressupondo uma maior necessidade de liberdade de se criar o que se quer consumir.

Qual a relevância disso tudo? Boa pergunta, my friend! :)

Com o novo perfil de consumidores destas novas gerações, estar à frente das tendências passa a ser um diferencial competitivo muito importante, pois não cabe mais somente aos engenheiros e geeks de plantão definir o futuro do que será colocado no mercado. Se, por exemplo, considerarmos o número de blogs em nível mundial, passamos de 100 milhões opções (milhões de pessoas se expressando e produzindo suas próprias versões de conteúdo que julgam relevante). Recentemente, a leitura do que os consumidores desejam vem sendo captada e interpretada pelos profissionais de marketing com seus times de CONSUMER INSIGHTS, mas os PROSUMIDORES não são mais passivos e isso não é mais suficiente. Eles ativamente contribuem para a pesquisa e desenvolvimento (P&D) o que, segundo a publicação do Trendwatching.com, se justifica por algumas necessidades do novo perfil de consumidor:

  1. Pioneirismo + Imediatismo: numa sociedade em que tudo é possível ser acessado ou adquirido instantaneamente e também devido à maciça oferta de opções de produtos e soluções que podem ser consumidos, a diferenciação e expressão dos consumidores favorece a valorização de “ser o primeiro” a ter o que é novo. Vimos exemplo disso com os produtos da Apple lançados na última década;
  2. Status ao ter uma história pra contar: ao querer se diferenciar, fazer parte do desenvolvimento de novas soluções torna-se algo excitante para quem se torna um Prosumidor;
  3. Fazer parte de um movimento: além de poder contar uma história diferenciada, quando os Prosumidores se tornam tendência, ficar de fora não pega bem, o que reforça uma nova expressão de cultura e consumo;
  4. Protagonismo virtual é o novo real: o mundo virtual ajuda a predispor à participação ativa e o Prosumidor passa a ser um protagonista também. Por exemplo, com a mudança na legislação americana, pessoas comuns poderão investir em projetos que sejam de seus interesses e dos quais participem na criação. A publicação aponta que se os americanos decidissem investir em novos projetos apenas um décimo do que apostam em jogos, isso representaria US$ 55 bi ao ano;
  5. Make-it-Yourself: depois do Do-It-Yourself, o Make-It-Yourself é uma tendência favorecida pelo crowdsourcing e que traz o empreendedorismo a um novo patamar. Além de fazer, as pessoas passam a se aperceber mais da capacidade de criação que possuem e isso gera o ciclo favorável de novas soluções e aumento do número de micro e pequenas empresas mundo afora.

O desafio à frente continua sendo a forma como é possível extrapolar este desenvolvimento conjunto de soluções para mercados competitivos e em constante evolução. Para que determinado produto ou serviço tenham sucesso no mercado, precisam ser relevantes ou desejáveis para um grande número de pessoas e ter a participação ativa de Prosumidores não tem como ser uma solução única para se definir uma estratégia voltada ao consumidor. Mas, certamente, é uma excelente mudança para o modelo mental predominante em muitas empresas presas ao século XX.

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http://www.trendwatching.com/briefing/

http://www.trendwatching.com/trends/customer-made.htm

Já ouviu falar do gerenciamento da marca de empregador (termo adotado pelo mercado brasileiro como versão para Employment Branding)? Pois é, muito se tem falado nas redes sociais, especialmente no LinkedIn e blogs especializados em marketing e gestão de talentos. Basicamente, quando falamos em “marca de empregador” e seu gerenciamento nos referimos ao tratamento estratégico dado por determinada empresa em relação ao posicionamento (percepção) de sua marca por um de seus stakeholders mais importantes, seus “colaboradores”.

Infelizmente, a maioria das empresas ainda ignora suas marcas como ativos que precisam ser construídos no longo prazo em relação aos seus consumidores, o que diremos quanto aos seus funcionários. Durante minha carreira tive oportunidade de conhecer muitas empresas e participar de muitos processos seletivos em que menos de 4% das empresas se deram ao trabalho de dar qualquer feedback ou uma mínima atenção aos candidatos participantes de seus processos para cargos executivos. Conversando com amigos headhunters, ouvi muitos pontos sobre este comportamento ser – infelizmente – normal nos RHs de grandes corporações e que o cenário não seria de mudanças no médio-prazo. Mas há exceções (ufa!).

Porém, empresas que têm adotado esta visão diferenciada têm se estruturado para cuidar especificamente de todos os processos relativos ao posicionamento de marca junto aos seus empregados [como por exemplo os preparativos ligados a participações em rankings como “Great Place to Work” (junto com a Revista Época Negócios) ou da VOCÊ S.A. “Melhores Empresas para se Trabalhar”, editadas anualmente no Brasil] têm obtido retorno sobre o investimento envolvido nestas ações e não é pouco.  Ao analisar mais de 600 empresas, a Forbes apurou a importância e o impacto dos programas estratégicos de RH. Baseando-me na matéria realizada por Josh Bersin, destacaria 3 principais diferenciais em relação a empresas que não tem programas de talentos:

  1. Empresas com programas de talentos nível 4 geram 26% mais receita por empregado em relação a seus concorrentes
  2. Empresas com programas de talentos nível 4 tem 40% menos turnover voluntário entre seus high-performers
  3. Durante a crise de 2008, empresas com programas de talentos nível 4 tiveram 28% menos chance de ter que demitir em massa

A utilização de novas tecnologias e, em especial, a famosa Big Data, para determinar modelos estatísticos e softwares que auxiliem na gestão de talentos já está em alta. A American Express, por exemplo, tem estrutura específica dentro de seu time de marketing para estrategicamente tratar do assunto. O LinkedIn, com mais de 187 milhões de usuários ativos, anunciou um novo serviço, baseado em marketing, para empresas chamado Talent Brand Index que basicamente é um índice com diversas informações e dados comparativos entre marcas concorrentes para atração e retenção de talentos.

Com uma espécie de diagnóstico da marca em mãos, é possível explorar os pontos fortes na atração de talentos e traçar um plano de ação para corrigir os pontos críticos. Porém, o LinkedIn destaca que só o serviço e um software não dão conta de reverter os problemas de retenção de talentos, mas seriam ferramentas importantes para mudar o modelo de gestão com, por exemplo, gerenciamento de metas ativo e flexível ao invés do modelo top-down, muito comum por aqui também. Na figura abaixo, confira um mapa divulgado pelo próprio LinkedIn com as 20 empresas mais procuradas no site. Empresas de tecnologia digital como Google, Apple, Microsoft, Facebook e Twitter e as gigantes de bens de consumo como Unilever, P&G, Coca-Cola e Nestlé são destaques.

Employment branding traz ferramentas de marketing (especialmente as táticas digitais) para a realização de verdadeiras campanhas focadas na divulgação e melhoria de posicionamento de marcas para a atração de talentos. Anúncios, eventos, blogs dedicados, visitas monitoradas, virais, dentre outras táticas, têm sido utilizados e agregam valor às marcas também junto ao mercado consumidor (uma vez que todo candidato é um potencial consumidor e, mais ainda, um formador de opinião). Estimando que cada candidato possua 100 conexões de 1º nível no LinkedIn, mais 200 amigos no Facebook, multiplicando por centenas de candidatos diários em cada empresa, o potencial de agregar valor à marca para milhares de pessoas e potenciais consumidores torna-se uma grande oportunidade (ou ameaça, dependendo de qual empresa venhamos a considerar). Se usarmos o conceito de Net Promoter Score” (NPS),  podemos estar falando em desenvolver verdadeiros exércitos de promotores ou detratores para a imagem destas instituições.

Não se tratam de anúncios “mais bonitinhos” ou posts de novos jobs. O que vejo aqui é (finalmente) a real oportunidade do RH encontrar o Marketing e tirar proveito de tudo de bom que este encontro pode trazer estrategicamente para ambas as áreas, reduzindo no longo prazo o custo de atração de excelentes candidatos, mudando a cultura organizacional e melhorando o posicionamento da marca como um todo no mercado. Um simples caso de repercussão foi o próprio Google que, ao divulgar via e-mail marketing as imagens de suas instalações superdescoladas e pessoas felizes trabalhando em suas unidades, ganhou proporções virais no ambiente virtual e o retorno em imagem de marca foi magnífico. No vídeo abaixo há alguns exemplos simplificados para uma campanha de employment branding.

Se tiver curiosidade sobre outros temas relacionados a marcas e tendências, enviem mensagem ou deixe seu comentário aqui no Tom de Desafio.

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http://businessmanagementstudies.blogspot.com.br/2012/09/what-is-employer-branding.html

http://www.forbes.com/sites/joshbersin/2012/10/19/how-talent-management-drives-financial-performance/2/

Inovação deixa de ser moda para se tornar estratégia no Brasil. Só existe inovação (incremental ou radical), se houver resultados. E estes, vão muito bem, obrigado :)

Muitas instituições ignoram os principais favores que antecedem a inovação corporativa (assunto que vou explorar em outros artigos) e o principal deles é tratado como segunda ou terceira prioridade e que merece nossa atenção na gestão das empresas brasileiras. Trata-se justamente da cultura corporativa e como ela pode favorecer ou matar a inovação. De qualquer forma, segue um post muito interessante destacando alguns cases brasileiros recentes.

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Sete companhias brasileiras estão entre as mais inovadoras do mundo. Saiba quais aqui!.

Olhando para o desenrolar do mundo digital e a demanda de crescimento explosivo que acontece enquanto trocamos estas ideias, cai novamente a ficha de que ainda não temos a mínima noção da revolução que está por vir logo mais. Meu primeiro curso de informática em 1992 (20 anos já se foram, caraca!) foi numa escola chamada Data Center, um termo já antigo baseado em data (do termo em inglês para coletivo de informações), mas que continua a girar o mundo digital por se tratar do sólo fértil para que os bits e bytes sejam cultivados.

Segundo o vídeo da EMC abaixo, no ritmo em que seguimos gerando dados, já se espera que o volume se multiplique por 50 até 2020. O consumo de massa, que gera necessidade cada vez maior de mais informações, faz com que o uso de “armazenamento em nuvens” seja essencial. Não se trata de big apenas pelo tamanho, mas pela capacidade necessária para girar cada vez mais avançadas tecnologias que utilizamos no dia a dia, num mundo interconectado e multimídia por natureza.

Confira este post interessante que resume os conceitos e fatos divulgados por grandes players sobre a chamada “big data“, que num ciclo que se acelera, volta a gerar grandes oportunidades de negócios e de mudanças no cenário tecnológico e em estratégias do “ativo digital”, tornando-se novamente um “big deal” (algo de grande importância) para os líderes contemporâneos. Cada vez mais precisamos de mais acuracidade, agilidade e simplificação do mundo de dados que geramos juntos a cada segundo.. Sem formas inovadoras de transformá-los em informações úteis, convenientes e confiáveis, provavelmente teremos um novo “Big Bang“.
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Big Data.

Virgin Earth Challenge

Richard Branson (Virgin) divulgou a criação de mais um Green Fund como o Earth Challenge de 2007, mas desta vez focado em países emergentes, iniciando pela Rússia e Turquia. Este desafio é ainda mais interessante por tratar-se de incentivo baseado no conceito de Open Innovation e instiga a corrida por se criar novos conceitos e soluções viáveis para a questão da preservação e estabilização do sistema climático global.

Tirando o lado promocional e óbvio benefício da pesquisa e desenvolvimento para aumento de eficiência energética, marcas que lidam com tecnologia têm a chance de obter grande retorno positivo tanto para imagem, como para seus desafios de inovação ou criação do futuro de seus negócios com novas soluções e formando um posicionamento claro para as gerações mais do que antenadas em tempo real.

O desafio de salvar o mundo com uma guerra está justamente na mudança do paradigma (do modelo predominante), pois grandes mudanças já são mais que simples tendências como a redução da dependência do petróleo, ascenção de economia antes subestimadas e também das mulheres que devagarinho vão tomando seu devido lugar para colocar a “casa em ordem”.

The battle is on! Bring it on! Bring it on!

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http://www.virgin.com/richard-branson/blog/open-innovations?utm_source=twitterfeed&utm_medium=linkedin

Aqui segue um grande exemplo de projeto inovador chamado ImageMágica que acompanho há mais de 10 anos, idealizado pelo meu amigo André François e dirigido pela insuperável Paula Blandy, que não somente se renova a cada ação socialmente relevante, como dá suporte a grandes marcas para que desenvolvam seus projetos sustentáveis de social marketing.

Com validação pela ONU, empresas como Itaú, Banco do Brasil, AMD, AES, Fnac e Camargo Corrêa – por exemplo – decidiram associar suas marcas com projetos que tocam problemas sociais mais profundos e que ajudam a propor soluções ligadas ao aumento do social awareness para que as comunidades envolvidas sejam beneficiadas.

De acordo com as estratégias individuais das marcas que buscam um posicionamento socialmente relevante nos médio e longo prazos, uma vez que a tendência clara de aumento de sensibilidade para o protagonismo social está muito claro e em aceleração com a chegada das Gerações Y e Z, ela podem optar por projetos em forma de documentário, de ações ligadas à educação com o uso da imagem digital como instrumento principal de conscientização ou com desenvolvimento específico de projetos de marketing social.

Abaixo segue um exemplo de um documentário que mostra como é possível encarar o desafio da saúde no Brasil ao se desenvolver um olhar diferente para a questão.

Imagem Divulgação – Documentário De Volta Pra Casa

De volta para casa – Um documentário sobre o tratamento domiciliar no Brasil

O tratamento domiciliar ainda é pouco conhecido e divulgado no Brasil, no entanto, uma demanda cada vez maior de pessoas precisa de suporte médico em suas casas ao invés de ficarem internadas em leitos hospitalares. Essa dinâmica é mais barata para o governo e traz mais qualidade de vida para os pacientes, que podem desfrutar do aconchego da família. Foram histórias desse universo que levaram o fotógrafo André François às cinco regiões do Brasil em busca de famílias que recebiam esse tipo de tratamento médico e de profissionais da saúde que se dedicam diariamente a atender e cuidar desses pacientes.
www.imagemagica.org/casa

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http://www.youtube.com/watch?v=47vjGNuj3Uk

http://imagemagica.org.br/servicos.asp

Por pelo menos 10 anos venho trabalhando para buscar resolver a equação entre marketing e o social. As marcas que buscam associação positiva com temas relevantes e convenientes para a comunidade em que estão atuando podem (e devem) inovar criando formas de promoção socialmente positivas.
Alguns exemplos são melhores que outros na medida em que buscam maior relevância do que aparência, mas toda iniciativa neste sentido tem significativo valor por si só. Alavancar visibilidade com o Phelps foi uma jogada interessante dada pela VISA ontem e merece ter destaque e, principalmente, continuidade. Transferir know-how com workshops interessantes para a comunidade e, em especial, para jovens em formação é uma das táticas mais efetivas. Embora sejam de alcance limitado, se houver uma sequência, pode se tornar um programa efetivamente sustentável como ação de marketing socialmente responsável e com resultados.
Outra iniciativa brilhante que tenho acompanhado nos últimos 2 anos é o projeto do Instituto Bola Pra Frente, tocado brilhantemente pela minha amiga Susana, idealizado pelo Jorginho, e que agrega uma valor inestimável não somente para as comunidades atendidas no Rio de Janeiro (e agora expandida para outras ONGs ligadas ao futebol com apoio da Street Football), mas também para as marcas que apoiam o projeto.
Nestlé, Nextel, TOTVS, Nike, WiseUp, Chevron e HSBC – por exemplo – são marcas que se tornaram parceiras de longo prazo e estão colhendo os frutos de um “Placar Social” muito positivo em época de Copa do Mundo. Em tom de desafio, o Bola Pra Frente é um grande exemplo de como um trabalho social relevante para uma comunidade, pode também ser essencial para “compartilhar alma” para o trabalho muitas vezes frio realizado pelas marcas que buscam competitividade por natureza.
Logo mais, trarei outros exemplos que ousam encarar e reverter, a favor da comunidade, ações de marketing que funcionam e contribuem para ciclos sustentáveis de desenvolvimento de marcas no Brasil.

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