Arquivo da categoria ‘Geração Y’

Desde os anos 1950, Philip Kotler organizou a ciência da mercadologia em princípios básicos e replicáveis, os 4 princípios de marketing (conhecidos como 4Ps: Produto, Preço, Praça e Promoção) que – com o passar do tempo – foram sendo multiplicados por outros autores baseados na evolução da economia. Porém, Kotler nos relembra constantemente a necessidade de se cumprir o básico para se ter sucesso em marketing como estratégia de perpetuação de negócios. E o básico, é o que todos os estudiosos de marketing, incluindo a American Marketing Association (AMA), vêm tentando remontar ao reconfirmarem que o modelo voltado ao produto (ao invés do consumidor) está praticamente esgotado.

Assim, as marcas devem basear suas inovações no que o consumidor precisa. E nada melhor do que, utilizando os acessos que as novas tecnologias proporcionam para não somente ouvir aos consumidores, trazê-los para ajudar na definição estratégica das melhores marcas. PRESUMERS (ou Prosumidores) é um novo termo cunhado sobre o termo CONSUMERS (consumidores) e denomina os consumidores engajados que têm participado do ato de produzir o que consomem ou de testes pré-lançamento de produtos e serviços realizados por empresas mais antenadas no que está se desenhando no médio prazo.

Como fenômeno social, as pessoas estão desenvolvendo cada vez mais seus talentos para empreender e se engajam quando têm espaço para se expressar e serem ouvidas, especialmente as gerações Y e Z que já nasceram utilizando as tecnologias conectadas em rede. A grande evolução das redes sociais e das tecnologias que mantêm as pessoas conectadas dioturnamente estabeleceram formas intuitivas de interação entre as pessoas e destas com as instituições e marcas. Com o desenvolvimento das tecnologias para lidar com as monstruosas quantidades de informação (Big Data), as tendências viraram realidade.

Chegando devagar e crescendo consistentemente, o chamado CROWDSOURCING (quando um grupo de colaboradores virtual e voluntariamente contribuem para a resolução de um problema ou atingir um objetivo em comum, formando um tipo de conhecimento coletivo, como fonte de novas possibilidades de solução) é mais que uma realidade viável como fonte para o desenvolvimento de produtos e também para as campanhas de marketing, por exemplo. Mas, isso é só o começo :)

Estamos num momento de transição que não é fácil detectar, pois corremos como loucos para posicionar as marcas, ouvir o consumidor, monitorar concorrentes, lidar com os problemas de logística, negociar com o varejo, puxar os fornecedores para nosso lado… ufa! Enquanto o “consumidor tradicional” já passou a ser um “CONSUMIDOR 2.0” na geração X, as novas gerações já trouxeram algo bem maior. Mas antes, confira um vídeo superlegal sobre este consumidor que evolui rapidamente.

A tendência iniciada há quase uma década (e que ainda está em curso) conhecida como CO-CRIAÇÃO em que soluções, produtos e serviços são criados ou aprimorados num consórcio de criadores e investidores, se diferencia e precede a forma como a participação dos PROSUMIDORES tem acontecido recentemente. Historicamente, consumidores eram chamados para alguns testes preliminares de soluções já totalmente desenvolvidas nas empresas e com os Prosumidores, a participação acontece muito antes, ao contribuirem para a criação e desenvolvimento de soluções com opiniões ou insights. Não estou falando de CUSTOMIZAÇÃO, mas de um novo jeito de se criar coisas, um novo paradigma ou modelo para se definir tendências e criar produtos ou serviços. O Linux é emblemático para entendermos o que se diz como tendência, pressupondo uma maior necessidade de liberdade de se criar o que se quer consumir.

Qual a relevância disso tudo? Boa pergunta, my friend! :)

Com o novo perfil de consumidores destas novas gerações, estar à frente das tendências passa a ser um diferencial competitivo muito importante, pois não cabe mais somente aos engenheiros e geeks de plantão definir o futuro do que será colocado no mercado. Se, por exemplo, considerarmos o número de blogs em nível mundial, passamos de 100 milhões opções (milhões de pessoas se expressando e produzindo suas próprias versões de conteúdo que julgam relevante). Recentemente, a leitura do que os consumidores desejam vem sendo captada e interpretada pelos profissionais de marketing com seus times de CONSUMER INSIGHTS, mas os PROSUMIDORES não são mais passivos e isso não é mais suficiente. Eles ativamente contribuem para a pesquisa e desenvolvimento (P&D) o que, segundo a publicação do Trendwatching.com, se justifica por algumas necessidades do novo perfil de consumidor:

  1. Pioneirismo + Imediatismo: numa sociedade em que tudo é possível ser acessado ou adquirido instantaneamente e também devido à maciça oferta de opções de produtos e soluções que podem ser consumidos, a diferenciação e expressão dos consumidores favorece a valorização de “ser o primeiro” a ter o que é novo. Vimos exemplo disso com os produtos da Apple lançados na última década;
  2. Status ao ter uma história pra contar: ao querer se diferenciar, fazer parte do desenvolvimento de novas soluções torna-se algo excitante para quem se torna um Prosumidor;
  3. Fazer parte de um movimento: além de poder contar uma história diferenciada, quando os Prosumidores se tornam tendência, ficar de fora não pega bem, o que reforça uma nova expressão de cultura e consumo;
  4. Protagonismo virtual é o novo real: o mundo virtual ajuda a predispor à participação ativa e o Prosumidor passa a ser um protagonista também. Por exemplo, com a mudança na legislação americana, pessoas comuns poderão investir em projetos que sejam de seus interesses e dos quais participem na criação. A publicação aponta que se os americanos decidissem investir em novos projetos apenas um décimo do que apostam em jogos, isso representaria US$ 55 bi ao ano;
  5. Make-it-Yourself: depois do Do-It-Yourself, o Make-It-Yourself é uma tendência favorecida pelo crowdsourcing e que traz o empreendedorismo a um novo patamar. Além de fazer, as pessoas passam a se aperceber mais da capacidade de criação que possuem e isso gera o ciclo favorável de novas soluções e aumento do número de micro e pequenas empresas mundo afora.

O desafio à frente continua sendo a forma como é possível extrapolar este desenvolvimento conjunto de soluções para mercados competitivos e em constante evolução. Para que determinado produto ou serviço tenham sucesso no mercado, precisam ser relevantes ou desejáveis para um grande número de pessoas e ter a participação ativa de Prosumidores não tem como ser uma solução única para se definir uma estratégia voltada ao consumidor. Mas, certamente, é uma excelente mudança para o modelo mental predominante em muitas empresas presas ao século XX.

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http://www.trendwatching.com/briefing/

http://www.trendwatching.com/trends/customer-made.htm

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Já ouviu falar do gerenciamento da marca de empregador (termo adotado pelo mercado brasileiro como versão para Employment Branding)? Pois é, muito se tem falado nas redes sociais, especialmente no LinkedIn e blogs especializados em marketing e gestão de talentos. Basicamente, quando falamos em “marca de empregador” e seu gerenciamento nos referimos ao tratamento estratégico dado por determinada empresa em relação ao posicionamento (percepção) de sua marca por um de seus stakeholders mais importantes, seus “colaboradores”.

Infelizmente, a maioria das empresas ainda ignora suas marcas como ativos que precisam ser construídos no longo prazo em relação aos seus consumidores, o que diremos quanto aos seus funcionários. Durante minha carreira tive oportunidade de conhecer muitas empresas e participar de muitos processos seletivos em que menos de 4% das empresas se deram ao trabalho de dar qualquer feedback ou uma mínima atenção aos candidatos participantes de seus processos para cargos executivos. Conversando com amigos headhunters, ouvi muitos pontos sobre este comportamento ser – infelizmente – normal nos RHs de grandes corporações e que o cenário não seria de mudanças no médio-prazo. Mas há exceções (ufa!).

Porém, empresas que têm adotado esta visão diferenciada têm se estruturado para cuidar especificamente de todos os processos relativos ao posicionamento de marca junto aos seus empregados [como por exemplo os preparativos ligados a participações em rankings como “Great Place to Work” (junto com a Revista Época Negócios) ou da VOCÊ S.A. “Melhores Empresas para se Trabalhar”, editadas anualmente no Brasil] têm obtido retorno sobre o investimento envolvido nestas ações e não é pouco.  Ao analisar mais de 600 empresas, a Forbes apurou a importância e o impacto dos programas estratégicos de RH. Baseando-me na matéria realizada por Josh Bersin, destacaria 3 principais diferenciais em relação a empresas que não tem programas de talentos:

  1. Empresas com programas de talentos nível 4 geram 26% mais receita por empregado em relação a seus concorrentes
  2. Empresas com programas de talentos nível 4 tem 40% menos turnover voluntário entre seus high-performers
  3. Durante a crise de 2008, empresas com programas de talentos nível 4 tiveram 28% menos chance de ter que demitir em massa

A utilização de novas tecnologias e, em especial, a famosa Big Data, para determinar modelos estatísticos e softwares que auxiliem na gestão de talentos já está em alta. A American Express, por exemplo, tem estrutura específica dentro de seu time de marketing para estrategicamente tratar do assunto. O LinkedIn, com mais de 187 milhões de usuários ativos, anunciou um novo serviço, baseado em marketing, para empresas chamado Talent Brand Index que basicamente é um índice com diversas informações e dados comparativos entre marcas concorrentes para atração e retenção de talentos.

Com uma espécie de diagnóstico da marca em mãos, é possível explorar os pontos fortes na atração de talentos e traçar um plano de ação para corrigir os pontos críticos. Porém, o LinkedIn destaca que só o serviço e um software não dão conta de reverter os problemas de retenção de talentos, mas seriam ferramentas importantes para mudar o modelo de gestão com, por exemplo, gerenciamento de metas ativo e flexível ao invés do modelo top-down, muito comum por aqui também. Na figura abaixo, confira um mapa divulgado pelo próprio LinkedIn com as 20 empresas mais procuradas no site. Empresas de tecnologia digital como Google, Apple, Microsoft, Facebook e Twitter e as gigantes de bens de consumo como Unilever, P&G, Coca-Cola e Nestlé são destaques.

Employment branding traz ferramentas de marketing (especialmente as táticas digitais) para a realização de verdadeiras campanhas focadas na divulgação e melhoria de posicionamento de marcas para a atração de talentos. Anúncios, eventos, blogs dedicados, visitas monitoradas, virais, dentre outras táticas, têm sido utilizados e agregam valor às marcas também junto ao mercado consumidor (uma vez que todo candidato é um potencial consumidor e, mais ainda, um formador de opinião). Estimando que cada candidato possua 100 conexões de 1º nível no LinkedIn, mais 200 amigos no Facebook, multiplicando por centenas de candidatos diários em cada empresa, o potencial de agregar valor à marca para milhares de pessoas e potenciais consumidores torna-se uma grande oportunidade (ou ameaça, dependendo de qual empresa venhamos a considerar). Se usarmos o conceito de Net Promoter Score” (NPS),  podemos estar falando em desenvolver verdadeiros exércitos de promotores ou detratores para a imagem destas instituições.

Não se tratam de anúncios “mais bonitinhos” ou posts de novos jobs. O que vejo aqui é (finalmente) a real oportunidade do RH encontrar o Marketing e tirar proveito de tudo de bom que este encontro pode trazer estrategicamente para ambas as áreas, reduzindo no longo prazo o custo de atração de excelentes candidatos, mudando a cultura organizacional e melhorando o posicionamento da marca como um todo no mercado. Um simples caso de repercussão foi o próprio Google que, ao divulgar via e-mail marketing as imagens de suas instalações superdescoladas e pessoas felizes trabalhando em suas unidades, ganhou proporções virais no ambiente virtual e o retorno em imagem de marca foi magnífico. No vídeo abaixo há alguns exemplos simplificados para uma campanha de employment branding.

Se tiver curiosidade sobre outros temas relacionados a marcas e tendências, enviem mensagem ou deixe seu comentário aqui no Tom de Desafio.

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http://businessmanagementstudies.blogspot.com.br/2012/09/what-is-employer-branding.html

http://www.forbes.com/sites/joshbersin/2012/10/19/how-talent-management-drives-financial-performance/2/

Com forte atuação estratégica nas redes sociais, a Coca-Cola (ainda) é a principal marca no ranking da Interbrands 2012. As empresas de tecnologia têm realizado bons trabalhos no posicionamento de suas marcas tornando-as cada vez mais próximas e acessíveis ao consumidor (que também tem evoluído muito com as gerações X, Y e Z). A criação de brand equity (valor de marca discutido abordado neste post) tem acompanhado esta tendência, o que não necessariamente tem sido feito pelo ROI-M (retorno sobre investimentos em marketing).

A Apple deu um novo salto para #2 crescendo nada menos que 129%, superando – por exemplo – IBM, Google, Microsoft, GE, McDonald’s, Disney etc. O desempenho das americanas Intel e Amazon, da japonesa Toyota e da sul-coreana Samsung também impressionam enquanto seus principais concorrentes patinam há bastante tempo. As empresas de tecnologia que avançavam antes da ressurreição da Apple – em geral – costumavam adotar uma orientação estratégica voltada aos seus produtos e serviços, dando menos ou nenhuma importância ao que os consumidores necessitavem ou desejavam de suas marcas.

Casos já batidos como Sony Walkman, Olivetti e Polaroid – apenas como exemplos que acompanhei com maior atenção – demonstram o quão prejudicial é ter uma gestão voltada apenas a processos e enegenharia sem ter uma orientação voltada ao mercado e com vista à evolução no longo prazo. Hoje, estas grandes marcas de tecnologia que têm maior brand equity no ranking também são as que mais investem em redes sociais e novas formas de comunicar suas marcas no mundo digital.

Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) sem base em consumer insight tem potencial de curto prazo por permitir a geração de inovações mais incrementais de soluções que ainda têm mercado significativo, mas estrategicamente gera resultados desastrosos. Assim como existem fatores que favorecem a inovação, há fatores críticos ligados mais aos modelos de gestão e cultura organizacionais do que propriamente questões de estrutura e investimentos gigantescos quando se fala de geração de inovação. Pouquíssimas empresas como a própria Apple, que evoluiu de forma evidente neste quesito, podem se dar ao luxo de tentar a sorte ao ignorar o mercado tendo um visionário focado em tecnologia e com um feeling e percepção totalmente fora do comum (quando não se tem a priorização de sistematicamente ouvir o mercado).

Alta departamentalização com grande peso estratégico voltado à engenharia de produto em detrimento ao marketing, lideranças de médio escalão atuando como filtro dificultador para mudanças de cultura e falta de exemplo das altas direções são alguns dos principais fatores que afetam drasticamente a geração de inovação, como pude averiguar em minha dissertação sobre o assunto.

Para as marcas, aproximar-se do consumidor é principalmente saber diagnosticar o posicionamento (percepção) que possuem para o consumidor ou grupo de consumidores, entender quais os benefícios relevantes esperados por ele(s) e traduzir isso não somente na atribuição de features aos produtos desenvolvidos, mas saber comunicar os benefícios que os atributos criados gerando características intangíveis que se tornam diferenciais competitivos de difícil imitação.

Jez Frampton, CEO da InterBrand’s global disse à imprensa “Enquanto a competição global cresce e muitas vantagens competitivas, como tecnologia, se tornam mais perecíveis, a contribuição das marcas para entregar valor aos acionistas certamente aumentará. As 100 marcas mais valiosas do mundo estão liderando abrindo o caminho ao ouvirem os consumidores, empregados e investidores da mesma forma e entregando experiências únicas e holísticas de marca no amplo número de pontos de contato com o consumidor.

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http://9to5mac.com/2012/10/02/apple-jumps-to-2-on-interbrands-2012-best-global-brands-report/

http://www.digiday.com/brands/what-interbrands-2012-best-brands-all-have-in-common/

http://www.marketingweek.co.uk/news/coca-cola-tops-interbrands-100-best-brands/4004099.article

Inovação há muito deixou de ser luxo para ser necessidade àquelas marcas que pretendem sobreviver no longo prazo. No entanto, sofrendo de miopia aguda causada por foco no curtíssimo prazo, muitas grandes marcas perdem o compasso na busca para se manterem relevantes ao consumidor, esmaecem em processos longos e, eventualmente, morrem. É o ciclo da vida que precisa ser cuidado por quem tem a responsabilidade de gerir marcas ou negócios (hoje e sempre). Wall Street costuma anualmente prever quais marcas não vão sobreviver ao próximo exercício nos EUA e – infelizmente – acerta algumas previsões.

São muitos motivos monitorados por Wall Street que podem levar uma marca a desaparecer como quedas bruscas nas vendas com insustentáveis prejuízos, fusões e aquisições, divulgações de intenções de descontinuidade, falências, rápidas mudanças de mercado consumidor etc. Por exemplo, para 2013 uma das marcas que apresentariam sintomas graves é a AVON devido a escândalos e problemas graves de gestão, embora ainda me pareça improvável que a marca desapareça por ser um ativo ainda muito valioso. A Suzuki com problemas de reputação refletindo em baixíssimas vendas e a falida American Airlines são marcas elencadas nesta lista nada glamurosa e que conhecemos bem por aqui.

Em tom de desafio com sua longevidade e excelente prognóstico, a Coca-Cola (há 127 anos) tem em seu DNA a fórmula de regeneração de sua capacidade de criar elos com novos consumidores. Atualmente, com as redes sociais crescendo exponencialmente, a geração de conteúdo relevantes tornou-se essencial para se atingir aos consumidores do ambiente virtual com a função de alto nível de contágio e avanço num mundo sem fronteiras. Utilizar a cultura popular como isca e provocar a troca e a interação entre as pessoas via contato com a marca é a sacada simples de contar, mas bem desafiadora por si só porque é algo contínuo (24/7) e é baseado em interação, com a marca tendo que agir e reagir de acordo com o feedback do consumidor.

Um vídeo baseado em dynamic story telling que você não pode deixar de conhecer é o Coca-Cola Liquid and Linked Content 2020. Fala sobre uma esquematização de geração de conteúdo numa estratégia de brand experience baseada no consumidor para criar o futuro da marca através de ENGAJAMENTO, não somente envolvimento. Confira abaixo!

A mudança de paradigma trazida por este tipo de visão depende diretamente dos meios tecnológicos que se desenvolvem para dar suporte a esta crescente demanda. Big Data (veja um post sobre o assunto clicando aqui) é apenas a base para ter a capacidade de suportar a geração de conteúdo e compartilhamento que hoje está nas mãos do consumidor acima de tudo, nesta cultura “sob demanda” de forma contínua. Esta realidade daria cada vez mais vazão à criatividade natural e ainda um pouco reprimida gerando novas oportunidades no cenário de cultura de autoria mais livre e levando a Coca-Cola a buscar parcerias com as empresas de tecnologia que pavimentam a highway virtual. Exemplo recente é a parceria promocional Ultrabooks Intel & Coca-Cola Zero no Facebook falando de “Suas Paixões” e se apropriando de formas de se compartilhar e viver isso.

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http://www.dailyfinance.com/2012/06/21/10-well-known-brands-that-will-disappear-in-2013/#photo-10

http://www.intel.com.br/content/www/br/pt/ultrabook/experience/suaspaixoes.html

Falando do desafio de se inovar, de forma relevante e com resultados inquestionáveis, não é possível ignorar o trabalho da Natura que posicionou em 2011 sua marca como sustentavelmente inovadora em nível mundial.

Embora em 2012 não tenha conseguido repetir o feito, ter conquistado grande destaque com um posicionamento consistente, ter sido considerada a 8ª marca mais inovadora segundo a Forbes, ao investir até 4% de seu faturamento anual em inovação, e colher anualmente 60% dos resultados advindos deste direcionamento estratégico (com mais 168 novos produtos em 2010) é tudo, menos natural, no ambiente empresarial brasileiro, infelizmente. Mas, é muito bom ter exceções desafiando o status quo.

Obviamente, este é justamente um diferencial competitivo por ainda ser exceção, mas como tendência que desafiem a relação de produção e sustentabilidade para as marcas brasileiras que podem se apropriar deste espaço na preferência do novo consumidor, merece destaque aqui em tom de desafio.

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http://www.forbes.com/companies/natura-cosmeticos/
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/natura-e-a-oitava-mais-inovadora-do-mundo-segundo-a-forbes/

Virgin Earth Challenge

Richard Branson (Virgin) divulgou a criação de mais um Green Fund como o Earth Challenge de 2007, mas desta vez focado em países emergentes, iniciando pela Rússia e Turquia. Este desafio é ainda mais interessante por tratar-se de incentivo baseado no conceito de Open Innovation e instiga a corrida por se criar novos conceitos e soluções viáveis para a questão da preservação e estabilização do sistema climático global.

Tirando o lado promocional e óbvio benefício da pesquisa e desenvolvimento para aumento de eficiência energética, marcas que lidam com tecnologia têm a chance de obter grande retorno positivo tanto para imagem, como para seus desafios de inovação ou criação do futuro de seus negócios com novas soluções e formando um posicionamento claro para as gerações mais do que antenadas em tempo real.

O desafio de salvar o mundo com uma guerra está justamente na mudança do paradigma (do modelo predominante), pois grandes mudanças já são mais que simples tendências como a redução da dependência do petróleo, ascenção de economia antes subestimadas e também das mulheres que devagarinho vão tomando seu devido lugar para colocar a “casa em ordem”.

The battle is on! Bring it on! Bring it on!

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http://www.virgin.com/richard-branson/blog/open-innovations?utm_source=twitterfeed&utm_medium=linkedin

Aqui segue um grande exemplo de projeto inovador chamado ImageMágica que acompanho há mais de 10 anos, idealizado pelo meu amigo André François e dirigido pela insuperável Paula Blandy, que não somente se renova a cada ação socialmente relevante, como dá suporte a grandes marcas para que desenvolvam seus projetos sustentáveis de social marketing.

Com validação pela ONU, empresas como Itaú, Banco do Brasil, AMD, AES, Fnac e Camargo Corrêa – por exemplo – decidiram associar suas marcas com projetos que tocam problemas sociais mais profundos e que ajudam a propor soluções ligadas ao aumento do social awareness para que as comunidades envolvidas sejam beneficiadas.

De acordo com as estratégias individuais das marcas que buscam um posicionamento socialmente relevante nos médio e longo prazos, uma vez que a tendência clara de aumento de sensibilidade para o protagonismo social está muito claro e em aceleração com a chegada das Gerações Y e Z, ela podem optar por projetos em forma de documentário, de ações ligadas à educação com o uso da imagem digital como instrumento principal de conscientização ou com desenvolvimento específico de projetos de marketing social.

Abaixo segue um exemplo de um documentário que mostra como é possível encarar o desafio da saúde no Brasil ao se desenvolver um olhar diferente para a questão.

Imagem Divulgação – Documentário De Volta Pra Casa

De volta para casa – Um documentário sobre o tratamento domiciliar no Brasil

O tratamento domiciliar ainda é pouco conhecido e divulgado no Brasil, no entanto, uma demanda cada vez maior de pessoas precisa de suporte médico em suas casas ao invés de ficarem internadas em leitos hospitalares. Essa dinâmica é mais barata para o governo e traz mais qualidade de vida para os pacientes, que podem desfrutar do aconchego da família. Foram histórias desse universo que levaram o fotógrafo André François às cinco regiões do Brasil em busca de famílias que recebiam esse tipo de tratamento médico e de profissionais da saúde que se dedicam diariamente a atender e cuidar desses pacientes.
www.imagemagica.org/casa

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http://www.youtube.com/watch?v=47vjGNuj3Uk

http://imagemagica.org.br/servicos.asp

Por pelo menos 10 anos venho trabalhando para buscar resolver a equação entre marketing e o social. As marcas que buscam associação positiva com temas relevantes e convenientes para a comunidade em que estão atuando podem (e devem) inovar criando formas de promoção socialmente positivas.
Alguns exemplos são melhores que outros na medida em que buscam maior relevância do que aparência, mas toda iniciativa neste sentido tem significativo valor por si só. Alavancar visibilidade com o Phelps foi uma jogada interessante dada pela VISA ontem e merece ter destaque e, principalmente, continuidade. Transferir know-how com workshops interessantes para a comunidade e, em especial, para jovens em formação é uma das táticas mais efetivas. Embora sejam de alcance limitado, se houver uma sequência, pode se tornar um programa efetivamente sustentável como ação de marketing socialmente responsável e com resultados.
Outra iniciativa brilhante que tenho acompanhado nos últimos 2 anos é o projeto do Instituto Bola Pra Frente, tocado brilhantemente pela minha amiga Susana, idealizado pelo Jorginho, e que agrega uma valor inestimável não somente para as comunidades atendidas no Rio de Janeiro (e agora expandida para outras ONGs ligadas ao futebol com apoio da Street Football), mas também para as marcas que apoiam o projeto.
Nestlé, Nextel, TOTVS, Nike, WiseUp, Chevron e HSBC – por exemplo – são marcas que se tornaram parceiras de longo prazo e estão colhendo os frutos de um “Placar Social” muito positivo em época de Copa do Mundo. Em tom de desafio, o Bola Pra Frente é um grande exemplo de como um trabalho social relevante para uma comunidade, pode também ser essencial para “compartilhar alma” para o trabalho muitas vezes frio realizado pelas marcas que buscam competitividade por natureza.
Logo mais, trarei outros exemplos que ousam encarar e reverter, a favor da comunidade, ações de marketing que funcionam e contribuem para ciclos sustentáveis de desenvolvimento de marcas no Brasil.

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